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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Entre Rios: Quando os rios dão lugar aos carros - Um vídeo para entender São Paulo.

Você ainda não viu o documentário Entre Rios, realizado por Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini?
Então está perdendo a oportunidade de entender um pouco mais da história desta estranha metrópole chamada São Paulo. Uma cidade que foi “abduzida pela lógica rodoviarista”.
Entre Rios deveria ser utilizado nas aulas de história e geografia em qualquer parte do Brasil para introduzir um debate sobre o impacto que intervenções urbanísticas têm para as gerações futuras. E deveria assistido por todos os estudantes das escolas municipais de São Paulo. (Renato Rovai no Blog do Rovai)

A velocidade média do trânsito de São Paulo é de 15 km/h. O transporte é um problema crônico, levando os 20 milhões de habitantes da região metropolitana que se deslocam cotidianamente a gastarem horas fechados dentro de um carro ou amassados no transporte público. Essa situação já é conhecida. Mas o que poucas pessoas sabem é como as águas dos rios da cidade deram espaço aos carros.
Essa história é contada no documentário Entre Rios. Em pouco mais de 20 minutos, o vídeo narra como a São Paulo de Piratininga, que nasceu entre os Rios Tamanduateí e Anhangabaú, transformou-se num lugar onde a população não nota a existência de qualquer água corrente. Todos os rios foram canalizados. Hoje 7 milhões de automóveis circulam sobre córregos. “A urbanização foi tão violenta que ocupou o lugar dos rios. Fomos nós que criamos as enchentes”, diz a professora do Departamento de Geografia da USP, Odette Seabra, no filme.
Mais do que darem lugar aos carros, os rios tornaram-se canais de escoamento de água e esgoto. Tudo isso está ligado a decisões políticas que vêm priorizando um urbanismo rodoviarista. Desde quando optou-se pelo projeto de Prestes Maia, prefeito de 1938 a 1945, em detrimento da proposta do engenheiro Francisco Saturnino de Brito, que pretendia garantir a integridade da várzea do Rio Tietê.
Mas como afirma outro entrevistado de Entre Rios, o professor da FAU/USP, Alexandre Delijaicov, felizmente a cidade é “uma obra de arte aberta e inconclusa”. Quem sabe ainda dê para mudar essa realidade.

ENTRE RIOS from Caio Ferraz on Vimeo.
Veja abaixo o documentário Entre Rios, realizado em 2009 como trabalho de conclusão de Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini no curso em Bacharelado em Audiovisual no SENAC-SP.
Do Blog das Cidades por Adriana Delorenzo
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