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sábado, 23 de abril de 2011

Nossas Escolas, pro dia nascer feliz ....

Por Sonia Aranha no Luiz Nassif On Line

O diretor e roteirista João Jardim realizou um documentário pra lá de comovente sobre as escolas brasileiras e seus alunos adolescentes. O olho e os dedos de João não usaram de estratagemas para nos fazer sensibilizar, Pro dia nascer feliz simplesmente desnuda o que são nossas escolas públicas e privadas do Ensino Médio. A comoção vem daí, de ver sem enfeites e de forma totalmente crua a realidade de nosso país.
Algo intrigante é a comparação entre a escola pública da periferia e a privada de bairro nobre paulistano. Esteticamente são completamente diferentes: a escola privada possui jardins e a manutenção é impecável, além dos diferentes espaços confortáveis e prazerosos , já nas públicas a pintura está a cair, o piso é de cimento exposto e falta manutenção. Mas o que intriga mesmo é o aspecto pedagógico por ser igual em ambas redes de ensino: na sala de aula carteiras perfiladas com uma mesa à frente de uma lousa verde , professor explanando o conteúdo. Não há um modo diferenciado de organizar o espaço da classe, não há quaisquer recursos tecnológicos de apoio pedagógico (lousa digital, projetor , telão e computador , etc.) Saliva, giz e lousa , mais livros didáticos compõem a metodologia de ensino. Claro que a escola privada, sobretudo a da elite, dirá, em sua defesa, que há sim momentos no laboratório de informática, dentre outras atividades que ocorrem em outros espaços, porém, a aula em si , segue o mesmo ritual desde a origem da escola.
O abandono e o descaso da escola pública são indignos. Os professores, diretores e demais profissionais da escola são abnegados ou maus profissionais para aguentarem este estado de coisas? Sim, porque trabalhar nestas condições adversas, impostas pelo sistema de ensino público, deveria ser por si só um fator de recusa ao trabalho. Nessas condições- deveriam dizer os professores – recuso-me a trabalhar, vendo pipoca que, aliás, dá muito mais dinheiro e dignidade, haja vista o carrinho de pipoca do Seu Zé, da cidade de Araras, formando, todos os dias, com ou sem chuva, longas filas na praça da matriz e empregando mais de seis pessoas.
O documentário acabou fazendo-me imaginar duas possíveis situações: LEIA MAIS >>>
    
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