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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mario Sergio Cortella: trecho de Palestra e entrevista

Uma dica da jornalista Ana Caroline Ribeiro
Pais Mal Educadores ● Mário Sérgio Cortella
Publicado por SOS Professor em Segunda, 15 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

O futuro de uma criança vale qualquer sacrifício.

Papai está mentindo...
O vídeo acima, "My Dad’s Story: Dream for My Child" (A História de Meu Pai: Sonho para meu filho, tradução livre deste blog) encontrei visitando o portal PavaBlog, e trata-se de "comercial da empresa de seguros que emocionou muita gente e se tornou viral". Um entre tantos comerciais asiáticos (este, filmado na Tailândia) que tem emocionado o mundo e que conta "a história de menina que descobre que o pai esconde um segredo: uma mentira"
Um dia, enquanto ele passeia com ela por um parque e lê uma carta da filha, dirigida ao seu pai, tudo toma outra dimensão. 
As primeiras palavras e frase são elogiosas: “Papai é o mais doce do mundo. O mais bonito. O mais esperto. O mais inteligente. O mais gentil. Ele é meu super-homem”. Depois há pausa e uma ressalva é feita pela menina: “Ele mente sobre ter um emprego. Ele mente sobre ter dinheiro. Ele mente sobre não estar cansado. Ele mente sobre não estar com fome. Ele mente sobre termos tudo. Ele mente… por minha causa”
A comovente história ficcional encontra eco em muitos pais e mães que abrem mão de coisas para si mesmo, para poder dar o mínimo de satisfação a seus filhos, pois para estes, como encerra o vídeo: “O futuro de uma criança vale qualquer sacrifício”
Segundo Pavablog: "O vídeo promove o MetLife’s EduCare, um programa que possibilita aos pais guardarem dinheiro para a educação dos filhos". E a associação que o portal faz do comercial com os de longas=-metragens “A Vida é Bela” ou “À Procura da Felicidade” são pertinentes, pois estes contam histórias de pais que fazem tudo pelo futuro de seus filhos. 
Em um tempo que alguns pais atuam como "adolcescêntricos", sem se importar muito com o futuro dos seus filhos, dando-lhes babás eletrônicas digitais (tablets, videogames, notebooks, smartphones etc) para compensar sua falta de tempo e atenção; sempre bom lembrar que o maior bem que um pai pode dar a seu filho é afeto, carinho, dedicação, dentro de suas possibilidades. 
Muitos dos problemas de relacionamento de crianças e jovens convivendo em sociedade,em geral, e na escola, em especial, são frutos do abandono emocional, ainda que tenham alguns muitos bens materiais. 
Pensar o papel social dos educadores, sejam eles pais e/ou professores, como quem precisa dar exemplos, ser o guia daquele que está aprendendo a falar, caminhar, pensar é essencial, e nenhuma inteligência artificial poderá suprir, pois por mais inteliGENTE que as máquinas sejam ou ainda possam ser, jamais terão a nossa humanidade de se emocionar com pequenas coisas como um curta-metragem, que apesar de ficcional, é o espelho social de muitas crianças mundo afora. Nem todas tendo um pai tão dedicado como aquele ator...

Recebido do excelente blog Educa tube editado pelo Professor 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Banco internacional de objetos educacionais do MEC


Este Repositório possui objetos educacionais de acesso público, em vários formatos e para todos os níveis de ensino. Acesse os objetos isoladamente ou em coleções.
Nesse momento o Banco possui 19.835 objetos publicados, 181 sendo avaliados ou aguardando autorização dos autores para a publicação e um total de 5.762.180 visitas de 190 países.

ACESSE o banco! CLIQUE AQUI
Confira alguns recursos nos links abaixo:

Educação Infantil [Total de recursos 851]


Objetos mais acessados:



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

LIVRO: A RELAÇÃO AFETIVA PROFESSOR E ALUNO, REVELADA POR SEUS DIÁRIOS - Cezar Sena

Sinopse do livro
 
Este livro aborda a questão da relação afetiva professor e aluno. É o resultado de anos de pesquisa a respeito do tema. Sabe-se que a relação entre professor e aluno no contexto atual é acima de tudo marcada por conflitos e desrespeito mútuo. Os diários possibilitaram a tomada de consciência da influência do professor na vida dos alunos, apontando que os vínculos afetivos positivos contribuem para o desenvolvimento emocional de ambos, pois tanto a ação do professor afeta os alunos, como é afetado. Educar é uma atitude de reciprocidade e de acolhimento. Os alunos percebem quando são tratados pela indiferença ou quando são respeitados, respondendo assim da mesma maneira.
Querido diário hoje é o seu último capítulo. Sentirei muitas saudades de você, principalmente os dias de férias de julho quando eu conheci sete amigos. Momentos marcantes foi quando eu acabei o 1º diário, depois o 2º e agora o 3º diário. As excursões, piqueniques, festas dos dias das mães, volta as aulas, enfim... Bem chegou a hora mas não fique triste, talvez eu recomece outro na 5ª série. Agradeço ao professor Cezar Sena por ter me apoiado nas horas difíceis, por ter inventado seu próprio mundo, cheio de luz, educação, curiosidade, esperteza, sabedoria, travessuras, esperança, paz, amor... Agradeço muito ao professor, amigos, parentes, vizinhos e principalmente aquele ser iluminado que não olha só por mim, mas por todas as pessoas desse grande mundo que se chama DEUS. [sic] (JefersoN, 10 anos, 4ª série, 2002)
 
Cezar Sena é Mestre em Educação: Psicologia da Educação, PUC/SP; Especialista em Gestão da Escola, USP; Psicopedagogo Institucional e Clínico; Especialista em Educação Infantil e Pedagogo. Diretor de escola da rede pública estadual - São Paulo (EE Tenente Ernesto Caetano de Souza); Professor e orientador, Gestor Adm. Regional do CENSUPEG (Centro Sul Brasileiro de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação). Palestrante, assessor e consultor educacional.
Livraria virtual da EDITORA APPRIS: http://www.editoraappris.com.br/
 
 LIVROS - DOCUMENTÁRIOS - FILMES - CURIOSIDADES E MUITO MAIS: Clique AQUI

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Comportamento social: A turma do "Eu me acho"

A educação moderna exagerou no culto à autoestima – e produziu adultos que se comportam como crianças. Como enfrentar esse problema?

CAMILA GUIMARÃES E LUIZA KARAM, COM ISABELLA AYUB

Revista Época de 22/07/2012 - Uma dica da Carol

(Foto: Marcelo Spatafora)
Os alunos do 3º ano de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, estavam reunidos, numa tarde ensolarada no mês passado, para o momento mais especial de sua vida escolar, a formatura. Com seus chapéus e becas coloridos e pais orgulhosos na plateia, todos se preparavam para ouvir o discurso do professor de inglês David McCullough Jr. Esperavam, como sempre nessas ocasiões, uma ode a seus feitos acadêmicos, esportivos e sociais. O que ouviram do professor, porém, pode ser resumido em quatro palavras: vocês não são especiais. Elas foram repetidas nove vezes em 13 minutos. “Ao contrário do que seus troféus de futebol e seus boletins sugerem, vocês não são especiais”, disse McCullough logo no começo. “Adultos ocupados mimam vocês, os beijam, os confortam, os ensinam, os treinam, os ouvem, os aconselham, os encorajam, os consolam e os encorajam de novo. (...) Assistimos a todos os seus jogos, seus recitais, suas feiras de ciências. Sorrimos quando vocês entram na sala e nos deliciamos a cada tweet seus. Mas não tenham ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são.” 
A reação ao discurso do professor McCullough pode parecer apenas mais um desses fenômenos de histeria americanos. Mas a verdade é que ele tocou numa questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro – a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente irrealista de si mesmos e de seus talentos. Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real. “Muitos pais modernos expressam amor por seus filhos tratando-os como se eles fossem da realeza”, afirma Keith Campbell, psicólogo da Universidade da Geórgia e coautor do livro Narcisism epidemic (Epidemia narcisista), de 2009, sem tradução para o português. “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo.”
Mimados (Foto: Marcelo Spatafora)
(Foto: Marcelo Spatafora)
O que aconteceu nos dias seguintes deixou McCullough atônito. Ao chegar para trabalhar na segunda-feira, notou que havia o dobro da quantidade de e-mails que costumava receber em sua caixa postal. Paravam na rua para cumprimentá-lo. Seu telefone não parava de tocar. Dezenas de repórteres de jornais, revistas, TV e rádio queriam entrevistá-lo. Todos queriam saber mais sobre o professor que teve a coragem de esclarecer que seus alunos não eram o centro do universo. Sem querer, ele tocara num tema que a sociedade estava louca para discutir – mas não tinha coragem. Menos de uma semana depois, McCullough fez a primeira aparição na TV. Teve de explicar que não menosprezava seus jovens alunos, mas julgava necessário alertá-los. “Em 26 anos ensinando adolescentes, pude ver como eles crescem cercados por adultos que os tratam como preciosidades”, disse ele a ÉPOCA. “Mas, para se dar bem daqui para a frente, eles precisam saber que agora estão todos na mesma linha, que nenhum é mais importante que o outro.”
Como domar um ego adolescente (Foto: reprodução)
Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.
“Esse grupo tem dificuldade em aceitar críticas e tarefas que não consideram a sua altura”, diz Daniela do Lago, especialista em comportamento no trabalho e professora da Fundação Getulio Vargas. Daniela conta que, recentemente, uma das empresas para a qual dá consultoria selecionava candidatos ao cargo de supervisor. A gerente do departamento de marketing fazia as entrevistas, e uma de suas estagiárias a procurou, se candidatando ao cargo. A gerente disse que gostara da iniciativa ousada, mas respondeu que a moça ainda não estava madura nem preparada para assumir a função. Ela fora contratada havia apenas dois meses. Mesmo assim não gostou da resposta. “Achou que sofria perseguição”, diz Daniela. Dentro das empresas brasileiras, esse tipo de comportamento já foi identificado como a principal causa da volatilidade da mão de obra jovem. A Page Personnel, uma das maiores empresas de recrutamento de jovens em início de carreira, fez um levantamento entre brasileiros de até 30 anos sobre suas expectativas de promoção. Quase 80% responderam que pretendem mudar de empresa se não forem promovidos.

A expectativa exagerada dos jovens foi detectada no livro Generation me (Geração eu), escrito em 2006 por Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego. No trabalho seguinte, em parceria com Campbell, ela vasculhou os arquivos de uma pesquisa anual feita desde os anos 1960 sobre o perfil dos calouros nas universidades. Descobriu que os alunos dos anos 2000 tinham traços narcisistas muito mais acentuados que os jovens das três décadas anteriores. Em 2006, dois terços deles pontuaram acima da média obtida entre 1979 e 1985. Um aumento de 30%. “O narcisismo pode levar ao excesso de confiança e a uma sensação fantasiosa sobre seus próprios direitos”, diz Campbell.

Os maiores especialistas no assunto concordam que a educação que esses jovens receberam na infância é responsável por seu ego inflado e hipersensível. E eles sabem disso. Uma pesquisa da revista Time e da rede de TV CNN mostrou que dois terços dos pais americanos acreditam que mimaram demais sua prole. Sally Koslow, uma jornalista aposentada, chegou a essa conclusão depois que seu filho, que passara quatro anos estudando fora de casa e outros dois procurando emprego, voltou a morar com ela. “Fizemos um superinvestimento em sua educação e acompanhamos cada passo para garantir que ele tivesse sua independência”, diz ela. “Ao ver meu filho de quase 30 anos andando de cueca pela sala, percebi que deveria tê-lo deixado se virar sozinho.”
A mensagem:
Para os mimados
É possível combater na vida adulta os efeitos de uma criação permissiva demais.
Para os pais
Inflar a autoestima das crianças não é o melhor caminho para o sucesso delas na vida adulta.
 
Que criação é essa que, mesmo com a garantia da melhor educação e sem falta de atenção dos pais, produz legiões de narcisistas com dificuldade de adaptação? Os estilos de criação modernos têm em comum duas características. A primeira é o esforço incansável dos pais para garantir o sucesso futuro de sua prole – e esse sucesso depende, mais do que nunca, de entrar numa boa universidade e seguir uma carreira sólida. Nos Estados Unidos, a tentativa de empacotar as crianças para esse modelo de vida começa desde cedo. Escolas infantis selecionam bebês de 2 anos por meio de testes. Isso acontece no Brasil também. No colégio paulista Vértice, um dos mais bem classificados no ranking do Enem, há fila para uma vaga no jardim da infância.

O segundo pilar da criação moderna está na forma que os pais encontraram para estimular seus filhos e mantê-los no caminho do sucesso: alimentando sua autoestima. É uma atitude baseada no Movimento da Autoestima, criado a partir das ideias do psicoterapeuta canadense Nathaniel Branden, hoje com 82 anos. Em 1969, ele lançou um livro pregando que a autoestima é uma necessidade humana. Não atendida, ela poderia levar a depressão, ansiedade e dificuldades de relacionamento. Para Branden, a chave para o sucesso tanto nas relações pessoais quanto profissionais é nutrir as pessoas com o máximo possível de autoestima desde crianças. Tal tarefa, diz ele, cabe sobretudo a pais e professores. Foi uma mudança radical na maneira de olhar para a questão. Até a década de 1970, os pais não se preocupavam em estimular a autoestima das crianças. Temiam mimá-las. O movimento de Branden chegou ao auge nos Estados Unidos em 1986, quando o então governador da Califórnia, George Deukmejian, assinou uma lei criando um grupo de estudos de autoestima. Os pesquisadores deveriam descobrir como as escolas e as famílias poderiam estimulá-la.
 
Como não mimar demais seu bebê (Foto: reprodução)
 
Os pais reuniram esses dois elementos – o desejo de ver o filho se dar bem na vida e a ideia de que é preciso estimular a autoestima – e fizeram uma tremenda confusão. Na ânsia de criar adultos competentes e livres de traumas, passaram a evitar ao máximo criticá-los. O elogio virou obrigação e fonte de trapalhadas. Para fazer com que as crianças se sintam bem com elas mesmas, muitos pais elogiam seus filhos até quando não é necessário. O resultado é que eles começam a acreditar que são bons em tudo e criam uma imagem triunfante e distorcida de si mesmos. Como distinguir o elogio bom do ruim? O exemplo mais comum de elogio errado, dizem os psicólogos, é aquele que premia tarefas banais. Se a criança sabe amarrar o tênis, não é necessário parabenizá-la por isso todo dia. Se o adolescente sabe que é sua obrigação diária ajudar a tirar a mesa, diga apenas obrigado. Não é preciso exaltar sua habilidade em dobrar a toalha. Os elogios mais inadequados são feitos quando não há nada a elogiar. Se o time de futebol do filho perde de goleada – e o desempenho dele ajudou na derrota –, não adianta dizer: “Você jogou bem, o que atrapalhou foi o gramado ruim”. Isso não é elogio. É mentira.
Para piorar, um grupo de psicólogos afirma agora que a premissa fundamental do movimento da autoestima estava errada. “Há poucas e fracas evidências científicas que mostram que alta autoestima leva ao sucesso escolar ou profissional”, diz Roy Baumeister, professor de psicologia da Universidade Estadual da Flórida. Ele é responsável pela mais extensa e detalhada revisão dos estudos feitos sobre o tema desde a década de 1970. Descobriu que a autoestima alta é provocada pelo sucesso – não é causa dele. Primeiro vêm a nota boa e a promoção no trabalho, depois a sensação de se sentir bem – não o contrário. “Na verdade, a autoestima elevada pode ser muitas vezes contraproducente. Ela produz indivíduos que exageram seus feitos e realizações.” Outra de suas conclusões é que o elogio mal aplicado pode ser negativo. “Quando os elogios aos estudantes são gratuitos, tiram o estímulo para que os alunos trabalhem duro”, afirma.
 
Narcisistas sem rumo
Com uma visão distorcida de suas qualidades, com dificuldade para lidar com as críticas e aprender com seus erros, muito jovens narcisistas não conseguem se acertar em nenhuma carreira. Outros vão parar na terapia. Esses jovens acham que podem muito. Quando chegam à vida adulta, descobrem que simplesmente não dão conta da própria vida. Ou sentem uma insatisfação constante por achar que não há mais nada a conquistar. Eles são estatisticamente mais propensos a desenvolver pânico e depressão. Também são menos produtivos socialmente.

 Em terapia desde os 15 anos, Priscila Pazzetto tem hoje 25 e não hesita em dizer que foi e ainda é mimada. “Uma vez pedi para minha mãe me pôr de castigo, porque não sabia como era”, afirma. Os pais se referem a ela como “nossa taça de champanhe”, a caçula de três irmãos que veio brindar a felicidade da família num momento em que seu pai lutava contra um câncer. “Nasci no Ano-Novo. Quando assistia às chuvas de fogos na TV, meus pais diziam que aquilo tudo era para mim, para comemorar meu aniversário”, diz Priscila.
Quando cresceu, nada disso a ajudou a terminar o que começava. Tentou inglês, teatro, tênis, caratê, futebol, jiu-jítsu e natação. Interrompeu até o hipismo, pelo qual era apaixonada. Estudou em sete colégios particulares de São Paulo e, com frequência, seu pai precisou interferir para que ela passasse de ano. Passou em três vestibulares, mas não concluiu nenhum curso superior. “Simplesmente não me sinto motivada a ir até o fim”, afirma. Ainda morando com os pais, Priscila acaba de fazer um curso técnico de maquiagem e diz que arrumou emprego na butique de uma amiga. Tenta de novo começar.

 Claro, nem todos da turma do “eu me acho” estão sem rumo. Muitos são empreendedores bem-sucedidos, e seu estilo de vida – independente, inquieto, individualista – tem defensores ferozes. Um deles é a escritora americana Penelope Trunk, uma ex-jogadora de vôlei de praia que se tornou a maior propagandista da geração nascida na década de 1980, chamada nos Estados Unidos de geração Y. “Qual o problema em se sentir o máximo?”, diz ela. “Se você se sente incrível, tem mais chances de fazer coisas incríveis, sem ligar para pessoas que recomendam o contrário.” Quando os integrantes da turma do “eu me acho” conseguem superar o fato de não ser perfeitos e se põem a usar com dedicação a excelente bagagem técnica e cultural que receberam, coisas muito boas podem acontecer.
Aos 20 anos, no início de sua carreira, o paulistano Roberto Meirelles, hoje com 26, conseguiu seu primeiro estágio. Seu sonho era se tornar diretor de arte. Morava com a mãe numa casa confortável, tinha seu próprio carro e não sofria nenhuma pressão para sair de casa. Resolveu trabalhar até de graça. Aos 24 anos, foi promovido e assumiu o cargo que almejava. Chamou os amigos e deu uma festa. Seus pais ficaram orgulhosos. Sete meses depois, assinou sua carta de demissão. Não era aquilo que ele realmente queria. Seus antigos colegas de trabalho riram ao ouvir que ele estava deixando a agência para “fazer algo em que acreditava”. Seus pais não compreenderam o que ele queria dizer com “curadoria de conhecimento”, expressão que usou para definir seu empreendimento. Apesar da descrença geral, ele foi em frente e criou com dois amigos uma empresa que seleciona informação e organiza estudos sobre temas diversos, para vendê-los no mercado corporativo e para pessoas físicas. Com dois anos recém-completados, a Inesplorato conseguiu faturamento de R$ 1,4 milhão. “Minha maior conquista foi conseguir ganhar dinheiro com uma ideia própria. Eu amo isso”, diz Meirelles.
Nathaniel Branden (Foto: divulgação)
 
O movimento da autoestima foi criado a partir das ideias do psicoterapeuta canadense Nathaniel Branden. Em seu primeiro livro, The psychology of self-esteem, de 1969, ele afirmou que autoestima era a chave para o sucesso tanto nas relações pessoais quanto profissionais – por isso, os indivíduos deveriam receber estímulos para se sentir bem desde criança. Essa tarefa cabe, segundo ele, sobretudo aos pais e professores. (Foto: divulgação)
 
Uma das conclusões a que o psicólogo Baumeister chegou na revisão dos estudos sobre autoestima pode servir de esperança para os jovens da geração “eu me acho” que ainda estão perdidos: a autoestima produz indivíduos capazes de fazer grandes reviravoltas em sua vida. Justamente por ter um ego exaltado, eles têm a ferramenta para ser mais persistentes depois de um fracasso. Em seu último livro, Força de vontade (Editora Lafonte), Baumeister dá outra dica de como conduzir a vida: ter controle dos próprios impulsos é mais importante que a autoestima como fator de sucesso. “A força de vontade é um dos ingredientes que nos ajudam a ter autocontrole. É a energia que usamos para mudar a nós mesmos, o nosso comportamento, e tomar decisões”, disse ele a ÉPOCA no ano passado.
Também há esperança para os pais que se pegam diariamente na dúvida sobre como lidar com suas crianças. Muitos deles conseguem criar seus filhos equilibrando limite e afeto e ensinando a lidar com frustrações sem ferir a autoestima (leia os quadros acima). Na casa de Maria Soledad Más, de 49 anos, e Helder, de 35, pais de Natália, de 9 anos, e Mariana, de 11, os direitos estão ligados ao merecimento e a responsabilidades. “As meninas aprenderam a lidar com erros e frustrações desse jeito”, diz Helder. Para Mariana, uma frustração é não ter celular, já que a maioria das amiguinhas tem seu próprio aparelho. “Explico a ela que ter celular envolve responsabilidade e que ela é muito nova”, diz a mãe. “Claro que esse assunto sempre volta à tona, mas não incomoda. Ela acata bem nossas decisões.”
Roy Baumeister (Foto: The Guardian)
 
Roy Baumeister é um dos maiores críticos do movimento da autoestima. Revisou estudos que relacionavam autoestima elevada a bom desempenho e percebeu que ela mina a vontade de superar limites. Ele e outros pesquisadores afirmam que o melhor modelo de criação é aquele em que os pais elogiam as crianças só quando elas merecem, impõem regras, mas sabem flexibilizá-las em algumas situações (Foto: The Guardian)
 
Esses modelos de criação domésticos são chamados pelos psicólogos de “estilo parental”. Não é uma atitude isolada ou outra. É o clima emocional criado na família graças ao conjunto de ações dos pais para disciplinar e educar os filhos. Eles começaram a ser estudados em 1966 pela psicóloga Diana Baumrind, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Berkeley. De acordo com sua observação, ela dividiu os pais em três tipos: os autoritários, os permissivos e aqueles que têm autoridade, os competentes. O melhor modelo detectado por psicólogos, claro, são os pais competentes. Eles são exigentes – sabem exercer o papel de pai ao impor limites e regras que os filhos devem respeitar –, mas, ao mesmo tempo, são flexíveis para escutar as demandas das crianças e ceder, se julgarem necessário. A criança pode questionar por que não pode brincar antes de fazer o dever de casa, e eles podem topar que ela faça como queira, contanto que o dever seja feito em algum momento. Mas jamais admitirão que a criança não cumpra com sua obrigação. Ao dar limites, podem ajudar o filho a aprender a escolher e a administrar seu tempo. Os filhos de pais competentes costumam ser muito responsáveis, seguros e maduros. Têm altos índices de competência psicológica e baixos índices de disfunções sociais e comportamentais .
Os piores resultados vêm da criação de pais negligentes. Eles não são exigentes, não impõem limites e nem estão abertos a ouvir as demandas dos filhos. Segundo pesquisas brasileiras – com amostras pequenas, que não devem ser tomadas como definitivas –, esse é o estilo parental que predomina no país nos últimos anos. Quando se fala em estilo negligente de criação, isso não quer dizer que a criança está abandonada e não receba o suficiente para suprir suas necessidades materiais e de afeto. O problema é mais sutil. Com medo de parecer repressores, esses pais hesitam em impor limites. “É uma interpretação errônea dos modelos educacionais propostos a partir da década de 1970. Eles pregavam que a criança não deveria ser cerceada para que pudesse manifestar todo seu potencial”, diz Claudete Bonatto Reichert, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Luterana do Brasil. “Provavelmente, a culpa que os pais sentem por trabalhar fora leva a isso.”

Se parece difícil implantar em sua casa o modelo dos pais com autoridade, ainda há outra esperança. Nem todos concordam que os pais sejam totalmente responsáveis pela formação da personalidade dos filhos. A psicóloga britânica Judith Harris, de 74 anos, ficou famosa por discordar do tamanho da influência dos pais na criação dos filhos. Para ela, se os filhos lembram em algo os pais, não é graças à educação, mas à genética. “Os pais assumem que ensinaram a seus filhos comportamentos desejáveis. Na verdade, foram seus genes”, afirma. O resto, diz Judith, ficará a cargo dos amigos, a quem as crianças se comparam. É por isso que ela acha inútil tentar dar aos filhos uma criação diferente da turma do “eu me acho”. “Houve uma mudança enorme na cultura”, afirma. “As crianças são vistas como infinitamente preciosas. Recebem elogios demais não só em casa, mas em qualquer lugar aonde vão. O modelo de criação reflete a cultura.”

terça-feira, 9 de abril de 2013

LIVRO COMPLETO - Os Sentidos Da Vida: Uma Pausa para pensar - Flavio Gikovate

 "Simplesmente surpreendente". Indispensável a Pais e Professores!
"Até que ponto um livro pode ser capaz de mudar a vida de uma pessoa"?  Concordo com a ideia de que os livros podem ser marcantes por proporcionarem uma sensação de conforto, mudança de paradigmas, dar luz a uma nova ideia ou resumir um pensamento que a pessoa já tinha.
Existem muitas formas de um livro transformar a vida das pessoas. O livro "Os Sentidos Da Vida: Uma Pausa para pensar" é sem dúvidas, um dos que mais influenciaram o meu pensamento sobre a condição dos nossos jovens alun@s. Para mim, foi decisivo na construção de conhecimento sobre a qualidade da relação que deve se estabelecer entre os sujeitos do processo educativo. Considero-o indispensável para pais e professores!
Muito se fala em empatia, contudo, o conhecimento de alguns conceitos e, sobretudo, algumas características dos adolescentes é imprescindível para que possamos efetivamente compreendê-los e a partir daí, conquistarmos a confiança necessária para ensiná-los algo e principalmente, aprender com eles. Lembro sempre e com muito prazer quando produzi um dos meus primeiros textos no programa de mestrado: uma resenha relacionando este livro de Gikovate e o livro "Filosofia na escola: o prazer da reflexão" cuja autoria era dos meus queridos professores Marcos Lorieri e Terezinha Rios. Guardo na minha estante o trabalho e na memória, o processo de sua construção, que mereceu generosas orientações, observações e recomendações (escritas pelos dois, a lápis, no verso da capa). Todo este processo, que somado aos conteúdos dos dois livros, se constituem num dos mais  significativos e por isso valioso momentos da minha formação.
Sinopse - Os Sentidos Da Vida - Uma pausa para pensar - Flávio Gikovate 
A partir de sua experiência como psicoterapeuta, Flávio Gikovate analisa, no livro Os sentidos da vida, as dificuldades que enfrentamos desde o nascimento, no esforço de conviver com a dor e o prazer, inerentes à nossa existência. Poderemos desenvolver o aprendizado da sabedoria na resolução dos conflitos se conseguirmos uma adequada relação entre sonho e realidade, sem desconsiderar ou superestimar os obstáculos, os sofrimentos e prazeres com os quais sempre nos deparamos. Esse desafio nos acompanha a vida toda e exige um trabalho de construção da nossa identidade, ao mesmo tempo em que reconhecemos a importância da convivência. Para esse trajeto, ao contrário das expectativas de uma “receita” para o sentido da vida, o autor acentua a importância da elaboração de projetos de vida pessoais e únicos, que permitam o aprimoramento da subjetividade e do relacionamento com as pessoas e o ambiente em geral.
LEIA AQUI O LIVRO COMPLETO!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A revolução digital na educação: Para onde caminhamos?

Além de representar uma valioso acervo de material didático, esta postagem apresenta o universo de Salman Khan, que esteve no Brasil recentemente - 16/01/2013 (Leia a notícia abaixo).
Sua proposta já está presente na rede de educação de São Paulo e exerce importante influência nas políticas públicas do MEC, que estão sendo gestadas para os próximos anos. Trata-se de uma proposta simples porém, inovadora. Vale muito conhecer, afinal, aponta para o futuro da educação, sobretudo no Ensino Médio. Explore os links do texto para ampliar seu conhecimento. Acesse o site (em português AQUI) do projeto, o canal do YouTube (AQUI) com as quase 2 mil aulas prontas e conheça o autor, assistindo a apresentação  (abaixo). Deixe sua opinião em"Comentários". Boa leitura.

Ampla cobertura de mídia, recebido pela presidente Dilma Rousseff e pelo Ministro da Educação Aloizio Mercadante, elogiado por dois dos maiores bilionários do planeta – Bill Gates e Jorge Paulo Lemann -, tudo isso pode passar a impressão que o norte-americano Salman Khan inventou a fórmula da sabedoria.
Se não inventou, chegou perto.
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Para ajudar sobrinhos com dificuldades com matemática e física, Khan montou algumas aulas em vídeo. Depois, postou-as no Youtube. As aulas fizeram sucesso, receberam o elogio consagrador de Gates e foram traduzidas para o português pela Fundação Lemann.
Agora, o MEC planeja incluir o material na estratégia de conteúdo para tablets – após ter adquirido 600 mil tablets para alunos da rede pública.
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O método que desenvolveu é simples de entender e dificílimo de massificar na rede convencional, pois significa uma mudança radical em paradigmas pedagógicos velhíssimos.
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Em linhas gerais, a filosofia Khan é a seguinte:
Hoje em dia a criançada já nasce digitalizada. E, nos eletrônicos, a figura central são os games, os jogos com vários graus de dificuldade.
Cada criança tem seu próprio ritmo de aprendizado. Algumas passam por todas as etapas rapidamente; outras demoram mais. Mas, passando pelos diversos níveis, todas se encontram no mesmo grau de aprendizagem.
No caso do ensino convencional, o conteúdo é empacotado em aulas de 50 minutos. E todos, na classe, são expostos ao mesmo ritmo. As aulas ainda são fundamentalmente de transmissão de conteúdo.
***
Pelo método Khan, o conteúdo passa a ser adquirido fora de classe, através de seus vídeos e de equipamentos dos alunos conectados à Internet. Cada aluno terá seu próprio ritmo de aprendizado. Como são aulas à distância, com alunos conectados, o sistema produz gráficos e tabelas mostrando – em tempo real – o ritmo de aprendizado de cada aluno.
Muda-se completamente a natureza das salas de aula e enobrece-se o papel do professor. Nas salas, caberá ao professor promover a interação entre os alunos – por exemplo, colocando alunos com dificuldades junto a alunos mais sabidos. Em vez de ser encarado como o juiz implacável, passa a ser o orientador que ajudará o aluno a ultrapassar os níveis dos games.
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Acesse o site AQUI
Mais do que os vídeos em si, o modelo pedagógico sugerido é a chave para a próxima etapa da educação brasileira, ingressando finalmente na era digital.
O MEC está montando um acervo de material pedagógico digital, disponíveis em tablets. Há mapas dinâmicos, corpo humano. A maioria absoluta das escolas já dispõe de laboratório de informática e os tablets começam a ser distribuídos.
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O desafio maior será a reciclagem de professores. Os alunos já nascem plugados; os professores, não. Além disso, a maior parte do ensino médio é de responsabilidade de estados.
A implantação dos novos métodos exigirá parcerias com estados e municípios, cursos intensivos para os professores, de usabilidade dos equipamentos. E, principalmente, a constatação de que tecnologia não substitui nem sala de aula nem professor. Caberá ao professor, na sala de aula, liderar o processo pedagógico.
Autor:    Coluna Econômica

terça-feira, 12 de junho de 2012

História da Educação: da Grécia até os dias atuais

Este vídeo trata da educação para a transmissão da cultura e do desenvolvimento da humanidade, desde a disseminação dos conhecimentos oralmente, quando não havia os sistemas de escrita, até os desafios da educação para o século XXI, em um mundo de tecnologias avançadas e diferenças sociais recorrentes. O vídeo é de 1999, no entanto, as discussões são atuais.
O vídeo apresenta, de forma bem didática, como os homens, diferentemente de outros animais, são o produto da educação informal ou formal; oral ou escrita. Essa transmissão cultural é que nos faz humanos e passíveis de deixar um legado de conhecimentos acumulados aos que virão. Leia MAIS>>> e acesse as DICAS PEDAGÓGICAS da TV Escola.
Acesse  AQUI os 26 Programas da série ECCE HOMO que aborda as multiplas faces do ser humano.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Como a Terra Nos Fez - Água documentário completo

"Como A Terra Nos Fez" é uma série em 5 episódios, apresentada pelo Prof. Iain Stewart. Ele mostra como a geologia, a geografia e o clima influenciaram a humanidade ao longo dos séculos. Iain Stewart conta a história épica de como o planeta moldou a nossa história. Com imagens espetaculares, histórias surpreendentes e narrativa envolvente, a série revela o papel que quatro forças naturais diferentes desempenharam na história da humanidade.
Episode 2: Water

Neste episódio, Iain explora a nossa complexa relação com a água. Visitando lugares extraordinários na Islândia, Oriente Médio e Índia, mostrando como o controle da água foi vital para a existência humana. Ele acompanha o ciclo da água, do qual dependemos, revelando como os habitantes dos sopés do Himalaia construíram uma ponte viva para lidar com as monções e visita o Egito para mostrar o segredo dos faraós. Ao longo da história, o êxito dependeu de nossa habilidade de adaptação e controle sobre os recursos hídricos.
Assista abaixo a primeira parte e AQUI, as outras 3!
22 de Março: Dia Mundial da Água

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Confira a situação do aprendizado em seu município: Planilha com as informações sobre a Meta 3 do Todos Pela Educação

Da Redação do Todos Pela Educação

O Todos Pela Educação divulgou nesta terça-feira (7) a situação do aprendizado dos estudantes por município. Os dados são referentes à Meta 3 do movimento, que estabeleceu que 70% ou mais do corpo discente deve ter aprendizado adequado à série até 2022, e definiu metas intermediárias para alcançar esse objetivo.
 (explore as pastas na parte de baixo da planilha excel: apresentação; 5º EF Matemática; 5º EF Português; 9º EF Matemática; 9º EF Português)Baixe aqui a íntegra do De Olho nas Metas 2011


No 5º ano do Ensino Fundamental, 21,7% dos municípios não atingiram as metas para matemática, e 52,0% ficaram aquém em língua portuguesa. Já no 9º ano do Fundamental, 56,1% dos municípios não alcançaram as metas em matemática, e 16,0% não as atingiram em língua portuguesa. Para verificar a situação de sua cidade, basta baixar a planilha e procurar pelo nome dela.

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